Pais maravilhosos, filhos excepcionais

Os pais quando estão grávidos, desejam que o filho nasça com saúde. Quando o resultado sai com alteração nos pares de cromossomos ou alguma outra deficiência, a reação após o nascimento é sempre esperada. “Assim que meu filho nasceu foi um choque saber que ele tinha Síndrome de Down, foi a primeira vez que ouvi falar em Down”, conta Luiza Ramos de Macedo, mãe de Daniel, 25 anos.
Mas se a primeira reação é previsível, as atitudes tomadas pelos pais, depois do nascimento da criança, têm que ser positivas pois influencia o desenvolvimento do bebê até a fase adulta. O processo de inclusão de uma criança com Down tem que começar em casa. É dentro do lar que eles vão receber o principal apoio para enfrentar o mundo. “Desde o dia que meu filho nasceu que eu não parei de procurar auxílio para ele se desenvolver o mais normal possível”, acrescenta Luiza.
O sistema educacional é outra porta fundamental para a inclusão social. “A escola hoje trabalha diferente com crianças com Down. Elas têm que ser tratada como qualquer outra em sala de aula e não como coitadinhas. Elas têm muita capacidade e aprender, embora de forma mais lenta”, afirma a pedagoga Naldemir Dantas. Ingressar em escolas regulares é outra barreira para quem tem filho com Down. Maria Lúcia Pereira, mãe de Gabriel, já procurou várias escolas e a resposta é sempre a mesma. “Elas sempre têm vaga, exceto quando digo que meu filho tem Síndrome de Down”, relata.
Antes de apontar o preconceito de alguém, vamos avaliar os nossos próprios pré – conceitos. Responda rápido: A Síndrome de Down é uma doença? O que você acharia se o melhor amigo do seu filho tivesse Down? Agora o pré – conceito te pegou. A Síndrome é um acidente genético que causa uma deficiência intelectual e não mental. Eles têm dificuldade em assimilar a aprender mas o cérebro é igual ao de outra sem Down.
O preconceito ainda é o que mais machuca as mães. Maria Lúcia fala que quando o filho nasceu, á 14 anos, o médico olhou para ela e disse que o bebê era mongol. A mãe Luiza Ramos complementa “as pessoas olham diferente para o meu filho até hoje. Estava no ponto de ônibus com ele e uma pessoa olhou para mim e disse: Essas pessoas assim morrem cedo. Isso e machucou muito mas para mim, meu filho é normal, não vejo nada demais nele”.
E para comprovar o quanto esses filhos são excepcionais, as mães relatam o que eles significam para elas. “Ele é o maior presente que Deus deu a minha vida, ele está em primeiro lugar em tudo e é muito mais carinhoso comigo que meus outros cinco filhos”, Luiza Ramos. “Dentro da luta me sinto vitoriosa. O amor dele por mim é muito mais forte, quando estou triste, doente, ele também fica. Até quando choro, ele chora comigo”, finaliza Maria Lúcia.