Pronto para agir e não para morrer

2011-04-05 11:48

 

Aron Ralston Lee é um alpinista americano que amputou o próprio braço para poder prosseguir com vida. Em abril de 2003, Ralston escalava um cânion em Utah  e ficou preso por uma pedra de meia tonelada que deslizou sobre o braço direito, após todas as tentativas conhecidas pelo alpinista para retirar a pedra de cima do braço, Aron chegou a conclusão: tenho que amputar o braço para continuar com vida. Ralston cortou a pele com um canivete e quebrou os ossos do braço para poder prosseguir. Na autobiografia ‘Between a Rock and a Hard Place’, Aron escreve uma frase decisiva: Mas eu estou pronto para agir, não para morrer. E você está pronto para agir ou para esperar a morte chegar?

O alpinista passou 127 horas, quase 6 dias, na maior experiência da vida dele . Num diálogo com ele mesmo em meio à situação que estava o escalador diz assim: A rocha fez o que ela estava aí para fazer. Rochas caem. É a natureza delas. Você fez isso, Aron. Você escolheu vir aqui hoje; você escolheu este cânion por conta própria. Você escolheu não contar a ninguém onde estava indo.  

Assim também é com a nossa vida e com o pecado. O pecado faz o que ele está aqui para fazer. Pecado nos faz cair. É a natureza dele. Ele faz isso. Mas você é que escolhe aonde que ir, você escolhe abismos por conta própria. Você escolhe não contar a ninguém onde estava indo. E ás vezes precisa escorregar, se prender no abismo e ter a decisão nas mãos de amputar o pecado ou ficar esperando ele te matar. Aron escolheu cortar o que prendia o corpo dele e prosseguir mas também teve a opção de ficar numa auto piedade e morrer naquele abismo.

Um texto bíblico que podemos associar a situação que o escalador viveu, está em Marcos 9.43. Se uma das tuas mãos te faz pecar, corte-a fora! Pois é melhor entrar no céu com uma mão do que ter as duas e ir para o inferno, onde o fogo não se apaga. Considere aqui o céu como vida eterna e o inferno como morte permanente.

Se Ralston tivesse escolhido morrer naquele abismo por causa da mão, o corpo inteiro iria perecer, se você escolher esse pecado nessa área da sua vida, o seu corpo inteiro vai pagar pela sua alternativa. Ele cortou o que o faria morrer assim como nós devemos cortar das nossas vidas aquilo que nos leva para o caminho da morte. Ele usou o que tinha para amputar aquilo que o mataria e nós devemos usar as armas que temos - oração, jejum, louvor - para retirar das nossas vidas aquilo que poderá nos matar.

Após amputar o braço, Aron rapelou 18 metros até o chão do cânion, caminhou 8 km até encontrar três pessoas que lhe deram bolachas e água e o ajudaram a carregar a mochila por mais 2 km quando foi resgatado por um helicóptero. Ao chegar ao hospital, saiu  caminhando SOZINHO até a equipe médica que o esperava com uma maca.  A decisão é SÓ sua. É melhor ter vida com uma única mão que morrer com as duas.

 

 

Com um único braço, Aron Ralston conseguiu sair do abismo e ser resgatado, escreveu a própria biografia e está sendo interpretado na Telona com o filme 127 horas.    

Leia mais sobre a história de Aron Ralston em http://gooutside.terra.com.br/edicoes/15/artigo25384-1.asp